A ACI Digital comentou uma matéria do L'Osservatore Romano (19/02/2018) que leva como título: "Totalitarismo digital".
A matéria continua atual, bastante atual.
Ela destaca a importância da solidão, do silêncio e do jejum para viver a Quaresma na era das redes sociais.
Trataremos do mesmo tema tendo como fundo de quadro um artigo publicado pela ACI.
"A cada ano, o tempo litúrgico da Quaresma convida a viver momentos de recolhimento, de deserto e, se a solidão, o silêncio, o jejum – na era das redes sociais podem parecer completamente impraticáveis.
Na, verdade eles são sempre mais necessários para proteger o equilíbrio psicofísico do indivíduo",
recorda a autora do artigo Antonella Lumini.
Mundo interior que constitui a verdadeira riqueza
"Não se trata de incentivar a fuga do mundo ou de demonizar certos instrumentos, mas de reencontrar a medida certa.
Em uma época na qual prevalece o consumo descontrolado de tudo, em que é normal o comportamento convulsivo para a interação nas redes, seria bom redescobrir a solidão e o jejum como caminhos a percorrer para voltar às profundezas".
A autora do artigo recorda que Santo Agostinho convidava a não "se dispersar, mas voltar a si mesmo, porque a verdade que desejamos está no profundo de nós".
Para Lumini,
"enquanto estamos sobrecarregados por tudo o que consumimos, incluindo o excesso de alimentos e o uso excessivo das redes sociais, não poderemos perceber a sede de infinito na nossa alma: assim se torna impossível penetrar neste misterioso mundo interior que constitui a verdadeira riqueza que nenhuma coisa externa poderá substituir.
A solidão permite que a pessoa experimente isso sozinha, desmascarando, despindo, favorecendo a relação com o Espírito, com esse fundo luminoso no qual o ego se abre à consciência, expande-se para o insondável.
O ‘eu' se abre ao ‘Eu Sou', o nome revelado de Deus assumido por Jesus, ou se fecha tornando-se o centro de si mesmo",
assinalou.
Jejum não só de comida
É nesse sentido que
"o jejum, entendido não só como abstinência de comida, mas também do celular e das conexões digitais, torna-se um meio capaz de impedir os círculos viciosos que causam dependência".
Continuando, na relação pessoal com Deus, o
"sujeito é encorajado a crescer espiritualmente.
Ao contrário, a interação constante com a rede intensifica o processo de massificação e homologação das consciências e produz uma regressão (...) na qual a individualidade se perde".
Entre os riscos de não responder à sua sede interior, Lumini adverte que a pessoa pode cair na "agressividade, na violência, na tristeza, na depressão e no mal-estar físico".
"Uma forma alterada e excessiva de relações sem uma verdadeira interação humana anestesia as consciências, produz uma escravidão tortuosa, sedutora, que não é imediatamente reconhecível, que está camuflada.
Mas essa escravidão do totalitarismo digital não se compara com a dos regimes totalitários que privam de toda liberdade".
Diante disso,
"é hora de acordar do entorpecimento.
Por isso, a solidão e o jejum revelam o vazio interno e é por isso que nos dão medo".
A conclusão do uso das redes sociais na Quaresma
Visto que,
"como ensinam os padre e as madres do deserto, os demônios são vícios, círculos viciosos que prendem em uma corrente da qual já não podemos sair. Às vezes, o vício vem maquiado de virtude. Então, o silêncio, a solidão e o jejum são o antídoto",
conclui a autora.
"O Espírito fala em todos os lugares e sempre fala, basta saber ouvi-lo.
Para aprender a ouvi-lo é necessário aprender a ficar em silêncio".
https://www.acidigital.com/noticia/47569
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas