Clermont-Ferrand - França (Quarta-feira, 03-12-2014, Gaudium Press) "Sobre esse tema nossa posição permanece a mesma. Se a Igreja defende o domingo como dia de repouso para todos, é evidentemente que é primeiro por razões religiosas mas também por razões sociais": assim se expressa Dom Hippolyte Simon, Arcebispo de Clermont-Ferrand (França),em declarações ao La Croix diante das recentes iniciativas governamentais de ampliação de exceções às normas sobre o repouso dominical.
"Como viver na sociedade quando não há mais um ritmo comum, tempos de descanso compartilhados pela maioria? Não se trata portanto de só defender o 'direito' dos cristãos a celebrar a Deus, mas de dar um serviço de todas as famílias. O que passa a uma família na qual o pai está descansando um dia da semana, a mãe outro e os filhos um terceiro?"
"Se cada um vive em seu ritmo, o individualismo se acentuará por isso, com a consequência de maior isolamento e sofrimentos, como ouviu dizer em uma recente conferência organizada conjuntamente por por Secours Catholique [ndr. organismo de caridade do Episcopado francês] e o Conselho Geral do Puy-de-Dôme sobre a pobreza rural. Todos os trabalhadores sociais estão preocupados pela desintegração dos vínculos sociais em um contexto que se endurece, e põem de relevo a importância dos fatores afetivos e espirituais, para a luta contra o suicídio de agricultores. Não é mediante a eliminação de oportunidades para encontrar-se durante o domingo que isso se vai presentear", expressa o Arcebispo.
O prelado também recorda que nos meios rurais a Missa, seguida de um tempo de compartilhar em família, e também a mesa, "é um tempo privilegiado de reencontro e solidariedade". (GPE/EPC)
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