Redação (Sexta-feira, 20-12-2019, Gaudium Press) Um casal entrou no "shoping" com seus dois filhos pequenos e foi direto para a "praça" central onde estava montado o cenário de uma aldeia caracteristicamente suíça para comemorar o Natal, o nascimento do Senhor, o aniversário do Menino Jesus.
| Por que meninos tão atentos e curiosos não demonstraram entusiasmo durante a visita? Foto: Arquivo Gaudium Press |
A pequena e pitoresca aldeia era completa, tinha de tudo. E o pai esforçava-se para apresentá-la aos dois meninos que o acompanhavam com atenção, curiosidade perspicaz e um olhar inteligente.
Eu quis seguir aquele cicerone improvisado e, discretamente, acompanhei as explicações que ele, entusiasmado passava aos dois garotos.
Ele descrevia, com minúcias, o pitoresco das pequenas casas de madeira com telhados inclinados, janelas com parapeitos cheios de gerânios, portas coloridas, com pequenos e também coloridos jardinzinhos em sua volta. Tudo realmente bem bonito.
No jardim da mais bonita das casinhas foi montado um estrado e sobre ele posta uma poltrona vermelha e dourada que mais parecia um trono. Era ali que o Papai Noel recebia as crianças articulando o seu famoso "oh, oh, oh" e dizendo algumas palavras. Distribuía chocolates, abraços e sorrisos e ainda posava para fotos.
Diferentemente das duas crianças que não demonstravam muita admiração pelo "bom velhinho", o pai estava entusiasmado, mais que a mãe. Talvez ele se lembrasse de outros natais antigos... Não pude saber.
O pai ainda lhes mostrou as renas, o trenó e o quarto do Papai Noel: os dois meninos continuavam atentos aos comentários do pai, mas não diziam nada.
Junto à casa do Papai Noel havia uma bonita árvore de Natal com bolas coloridas e muitas luzinhas douradas que o cicerone mostrou de passagem.
Num canto da aldeia havia uma "estação de estrada de ferro" onde uma locomotiva arrastava um vagão cheio de meninos e meninas. Os dois garotos não comentaram nada, mesmo depois que o pai lhes ofereceu para dar uma volta pela estrada de ferro....
Havia muito mais coisas na pequena aldeia: uma "roda gigante", uma grande xícara onde entravam os pequenos visitantes e ela começava a rodopiar; havia ainda balanços, algodão doce, pipoca e outros atrativos mais para deixar as crianças contentes.
Finalmente os dois pequenos visitantes concluíram o percurso previsto. Eles tinham feito com seus pais a visita àquela minúscula cidade que, segundo os patrocinadores havia sido montada para comemorar o Natal, o "aniversário" do Nascimento do Menino Jesus.
Claro que o pai queria saber o comentário dos tão silenciosos filhos.
Então, feito em forma de pergunta, ouvi de um dos meninos algo que valeu como um eloquente comentário que deixou embaraçado o pai e me trouxe a explicação do porquê meninos tão atentos e curiosos não demonstraram nenhum entusiasmo durante toda a visita:
--Pai, já acabou?
--Sim, meu filho.
--Mas, onde está o aniversariante? Onde está o Menino Jesus?
(JSG)
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