Qual a origem do costume de se colocar cinza sobre a cabeça do fiel nesse dia?
A Igreja primitiva assim marcava, no primeiro dia da Quaresma, os cristãos obrigados a fazer penitência pública, em razão de alguma falta grave, para distingui-los dos demais.
Por determinação do Papa Urbano VI, no Concílio de Benevento, realizado em 1091, estendeu-se à universalidade dos fiéis esse costume, uma vez que todos temos motivos para a contrição.
Com efeito, já no Antigo Testamento, a cinza imposta na cabeça foi um sinal de arrependimento e expiação.
Jó, entristecido por ter advogado a causa da sua inocência com termos pouco comedidos, exclama: “Repreendo-me a mim mesmo, e faço penitência no pó e na cinza” (Jó 42, 6).
Para restaurar o pecado cometido por Achan na tomada de Jericó, Josué e os anciãos de Israel cobrem-se de cinza (Js 7, 6).
E o próprio Jesus utiliza este símbolo quando diz que os habitantes de Tiro e de Sidônia teriam se arrependido sob o cilício e a cinza se tivessem visto os milagres obrados por Ele na Judeia (Mt 11, 21).
Para se obter a matéria a ser usada na cerimônia do início da Quaresma, são queimados os ramos bentos no Domingo de Ramos do ano anterior.
A cinza é também símbolo do nada das coisas humanas: “Lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar” (cf. Gn 3,19), nos diz a Igreja nesse dia, incitando-nos à humildade.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas