Dizei-me, Senhora, dizei-me:
Quando eu partir desta terra,
Lembrar-Vos-eis de mim?
Quando forem divulgados
Meus tempos no mal gastados
E todos os pecados
Que eu, mesquinho, cometi,
Lembrar-Vos-eis de mim?
Quando o momento chegar
Do juízo de aterrar,
Remédio espero alcançar
De vossos doces rogos:
Lembrar-Vos-eis de mim?
Quando estiver na afronta
De prestar rigorosa conta
Dos muitos bens que de Vós
E de vosso Filho recebi,
Lembrar-Vos-eis de mim?
Quando minha alma aterrada,
Temendo ser condenada
Por se ver muito culpada,
Tiver mil queixas de si,
Lembrar-Vos-eis de mim?
Dizei-me, Senhora, dizei-me:
Quando eu partir desta terra,
Lembrar-Vos-eis de mim?
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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