Em que sentido a Confissão sacramental é “via” para a Nova Evangelização?
Só quem se deixou renovar pela graça pode anunciar o Evangelho
Antes de tudo porque a Nova Evangelização haure linfa vital da santidade dos filhos da Igreja, do caminho cotidiano de conversão pessoal e comunitária, para se conformar cada vez mais profundamente com Cristo.
E existe um estreito vínculo entre santidade e Sacramento da Reconciliação, testemunhado por todos os Santos ao longo da História.
A conversão real dos corações, consistente em abrir-se à ação transformadora e renovadora de Deus, é o “motor” de toda reforma e traduz-se numa verdadeira força evangelizadora.
Na Confissão, por obra gratuita da Misericórdia divina, o pecador arrependido é justificado, perdoado e santificado, abandona o homem velho para se revestir do homem novo.
Só quem se deixou renovar profundamente pela graça divina pode trazer em si mesmo e, portanto, anunciar a novidade do Evangelho. […]
Sereis colaboradores e protagonistas de muitos “novos inícios”
Caros sacerdotes e estimados diáconos que vos preparais para o presbiterado, na administração deste Sacramento vos é dada, ou vos será dada, a possibilidade de serdes instrumentos de um encontro sempre renovado dos homens com Deus.
Aqueles que recorrerão a vós, precisamente pela sua condição de pecadores, experimentarão em si mesmos um desejo profundo: desejo de mudança, pedido de misericórdia e, enfim, desejo de que volte a acontecer, através desse Sacramento, o encontro e o abraço com Cristo.
Sereis, pois, colaboradores e protagonistas de muitos possíveis “novos inícios”.
Tantos quantos forem os penitentes que a ele recorrerem, tendo presente que o autêntico significado de cada “novidade” não consiste tanto no abandono ou na remoção do passado, quanto em acolher Cristo e abrir-se à sua Presença, sempre nova e sempre capaz de transformar, de iluminar todas as zonas de sombra e abrir continuamente um novo horizonte.
Única resposta adequada à necessidade humana de infinito
A Nova Evangelização, portanto, começa também no Confessionário!
Quer dizer, parte do misterioso encontro entre o inexaurível questionamento do homem, sinal nele do Mistério Criador, e a Misericórdia de Deus, única resposta adequada à necessidade humana de infinito.
Se a celebração do Sacramento da Reconciliação for isto, se nela os fiéis fizerem uma experiência real daquela Misericórdia que Jesus de Nazaré, Senhor e Cristo, nos concedeu, então eles mesmos se tornarão testemunhas críveis daquela santidade que é o objetivo da Nova Evangelização.
Tudo isso, caros amigos, se é válido para os fiéis leigos, adquire ainda maior relevância para cada um de nós.
O ministro do Sacramento da Reconciliação colabora com a Nova Evangelização sendo o primeiro a renovar a consciência de ser ele mesmo um penitente e da necessidade de recorrer ao perdão sacramental, para que se renove aquele encontro com Cristo, que, iniciado no Batismo, encontrou no Sacramento da Ordem uma configuração específica e definitiva.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas