Nossa Senhora tirou suas dores!
Depois de permanecer duas semanas no orfanato, Jacinta foi transferida para o Hospital Dona Estefânia, a última estação de seu martírio.
Foi ali submetida a uma delicada cirurgia, realizada apenas com uma anestesia local, para atenuar as dores.
Duas costelas lhe foram tiradas para facilitar a drenagem, deixando uma ferida aberta que permitiria a entrada de um punho.
Em meio a grandes sofrimentos, exclamava:
— Ai, Nossa Senhora! Ai, Nossa Senhora!
Durante vários dias, a pobre criança suportou grandes dores, que os cuidados e o carinho da boa Madre Godinho, que não a abandonara naqueles terríveis momentos, quase não conseguiam aliviar.
Porém, nas vésperas de sua morte, disse à madrinha que Nossa Senhora lhe tinha aparecido e que Ela lhe tirara todas as dores…
De fato, a partir daquela hora não se queixou mais de sofrimento algum, até à tarde do dia 20 de fevereiro, quando declarou que se sentia muito mal e queria receber os últimos Sacramentos.
Falecimento
Chamaram às pressas o pároco do lugar, a quem Jacinta suplicou a Sagrada Comunhão, pois sentia que ia morrer.
O sacerdote, julgando que a morte não estava assim tão próxima, somente a ouviu em confissão, deixando o Santo Viático para o dia seguinte.
Enganara-se. Por volta das dez e meia da noite, Jacinta, sozinha, serenamente fechou os olhos.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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