Amigo discreto

Quem não desejaria ter a todo instante junto a si alguém capaz de defendê-lo nos perigos e, ao mesmo tempo, disposto a animá-lo, fortalecê-lo e estimulá-lo nas horas de provação?

Pois bem, em sua infinita bondade e misericórdia para com o gênero humano, Deus destinou para cada homem um Anjo da Guarda, que constantemente lhe vela e cuida:

Aos seus Anjos, Ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em pedra alguma (Sl 90, 11-12).

Sim, ele é nosso companheiro nesta vida e na eternidade.

Entretanto, é um amigo discreto que, apesar de raramente se revelar como tal, admoesta, ensina, ajuda e inspira de muitas maneiras: ora por uma aguilhoada na consciência, ora por um conselho, ora pela sensibilidade a algum fenômeno natural. Basta uma condição: sermos sensíveis às suas moções.

Estejamos, pois, atentos à sua presença e inspirações, e invoquemo-lo a todo momento, dizendo a conhecida oração: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém”.