Foi bastante conhecido em sua época —primeira metade do século XX — o livro “Deus existe: eu O encontrei”, de um conceituado cirurgião, tão competente quanto… ateu. Ateu até a hora em que “encontrou” a Deus.

Como o encontrou?

Encontrou-O ao realizar uma complexa cirurgia, na qual lhe ficou evidente que a ordem e harmonia do corpo humano não podiam ser obra do acaso. “Não é possível que Deus não exista!” — dizia o ex-ateu diante da evidência.

Nos nossos dias agitados, entrecortados de problemas, violência, guerras, etc, como podemos encontrar a Deus, no qual encontraremos “repouso para nossas almas”? (Mt 11, 29)

Podemos encontrá-lO quando procuramos deixar um pouco o bulício do dia a dia, fazemos cessar o brouhaha das ocupações e… ficamos em silêncio, longe dos celulares, internet, tv, etc. Ali, no silêncio, Deus nos aguarda.

Pois “quando Deus quer se unir intimamente a um homem e lhe falar ao coração, Ele o conduz à solidão. Se se trata de um homem chamado à vida religiosa contemplativa, Deus, para realizar o seu desejo, começa por separá-lo do mundo”.(1)