Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 29-01-2020, Gaudium Press) Os consagrados devem ser "tochas para quem caminha em meio às trevas", foi o que afirmou o secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Dom José Rodríguez Carballo.

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A entrevista, publicada nesta quarta-feira, 29 de janeiro, no L'Osservatore Romano, ocorreu por ocasião do 24º Dia Mundial da Vida Consagrada, que será celebrado no próximo sábado, 1º de fevereiro.

Segundo o Arcebispo espanhol, "a vida consagrada é chamada a manter acesa a lâmpada do profetismo, tornando-se farol para quem está desorientado em alto mar, tocha para quem caminha em meio às trevas, sentinela para quem não vê uma saída na vida".

"A vida consagrada, assim como não pode renunciar à paixão por Cristo, seu verdadeiro fundamento, também não pode renunciar à paixão pela humanidade, particularmente a humanidade ferida, vulnerável, que constitui sua missão", advertiu.

Dom Rodríguez assegurou que os consagrados, que desejam responder à sua vocação, devem buscar "apaixonadamente a vontade do Senhor, anunciando a boa nova a todos, preferencialmente nas periferias existenciais, buscando novos caminhos para o anúncio do Evangelho, denunciando tudo aquilo que é contrário ao querer de Deus".

Em seguida, recordou uma metáfora utilizada pelo Papa Francisco, na qual os consagrados são comparados a água "se não flui, apodrece. Se a vida consagrada não quer ser apenas admirada como uma peça de museu, mas apresentar-se diante das pessoas como uma forma bela e possível também para outros, deverá se perguntar constantemente o que querem dela Deus e o povo de Deus, neste momento e nestas circunstâncias".

O prelado aconselhou os consagrados a não julgarem a vida consagrada "apenas por aquilo que aparece através de suas obras, embora muitas destas devam ser revisadas para ver se respondem ou não ao carisma do próprio instituto e sua missão. A vida consagrada deve ser apreciada e valorizada por aquilo que é: uma forma profética de viver o Evangelho".

Concluindo, Dom Rodríguez ressaltou a importância dos consagrados saberem discernir "sua identidade e missão à luz do Evangelho, do próprio carisma e dos sinais dos tempos, conduzidos sempre pelo magistério da Igreja". (EPC)