O maior fruto deste Sínodo, que terminou, é uma consciência maior da Igreja de que a Eucaristia é realmente seu centro de vida, de tal forma que se pode falar de uma eclesiologia eucarística.
Ao mesmo tempo, a Eucaristia leva a Igreja para a missão e lhe dá um programa de missão, tanto no sentido de anunciar a pessoa de Jesus Cristo, morto e ressuscitado, e seu Reino, quanto no sentido de construir um mundo justo, fraterno e pacífico.
Tudo isso, combatendo a miséria, a fome, a pobreza, a desigualdade social, a violência e o terrorismo, na esperança do Reino futuro e definitivo, após a ressurreição dos mortos.
Outro aspecto em que muito se insistiu, foi a importância da adoração do Santíssimo Sacramento fora da Missa e as muitas formas de devoção eucarística conhecidas. Destacou-se a legitimidade e a promoção da adoração eucarística.
Contudo, reafirmou-se o conteúdo integral da reforma litúrgica feita pelo Concílio Vaticano II, ao mesmo tempo em que se combateram os abusos posteriores e algumas formas redutivas de interpretar a reforma conciliar, como, por exemplo, não dar a devida importância à adoração do Santíssimo Sacramento fora da Missa.
Alguns assuntos mais complexos, como a admissão de cristãos não católicos à Comunhão eucarística, a proibição da Comunhão eucarística para os divorciados recasados e o celibato dos padres (com a possibilidade ou não de ordenar homens casados) foram abordados rapidamente, mas não exaustivamente estudados.
Nestes assuntos específicos não houve inovação.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
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