A qualidade da comunicação à qual devemos prestar tanta atenção está diretamente relacionada com um tema que nenhum comunicador pode deixar de lado: o tema da verdade.
Esta questão merece ser considerada sob diversos pontos de vista: a filosofia, a teologia e muitas outras ciências dela se ocupam.
A complexidade do tema não nos dispensa da atitude que se espera sempre de um comunicador: a busca da verdade. O amor à verdade.
Os periodistas sempre se apresentam ante a sociedade como “buscadores da verdade”. Quem ama e busca a verdade, não permite fazer dela mercadoria nem voltar-lhe as costas ou ocultá-la.
Além disso, quem realmente se interessa pela verdade está sempre atento às reações daqueles que recebem a informação, procura o diálogo, o ponto de vista diferente.
Quem procura a verdade é humilde, sabe ser difícil achá-la; sabe também que a pessoa isolada a encontra mais dificilmente. Ela é encontrável com outros. Ela se anuncia com outros.
Assim como falsificar a verdade nos isola, nos separa, nos contrapõe, buscá-la nos une, nos avizinha, nos aproxima. E encontrá-la nos enche de alegria e nos irmana. (…)
Quando realmente se busca a verdade, busca-se para o bem. Não se procura a verdade para dividir, enfrentar, agredir, desqualificar, desintegrar. (…) A verdade é bondosa e nos impele para o bem.
Procurando o verdadeiro, o periodista busca também o bom. A união existente entre a verdade e o bem é tal que podemos afirmar que uma verdade não bondosa é, no fundo, uma bondade não verdadeira.
Em nossos dias, é bom lembrar também que a verdade e o bem vão sempre acompanhados pela beleza. Poucas coisas há mais comovedoramente humanas do que a necessidade de beleza existente em todos os corações. (…)
O grande desafio do comunicador que sai dia após dia à procura da verdade para em seguida contá-la a outros, é recordar para si próprio e concretizar em seu trabalho a realidade de que a verdade, o bem e a beleza são inseparáveis.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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