“Os céticos poderão sorrir. Mas o sorriso dos céticos jamais conseguiu deter a marcha vitoriosa dos que têm fé”, afirmava Dr. Plinio Corrêa de Oliveira. E a leitura do Evangelho desta solenidade (cf. Lc 23, 35-43) nos faz exclamar no mesmo sentido: os ímpios podem zombar do Divino Crucificado, mas hão de ver quão esplendoroso será o Reino d’Ele!
Do alto da Cruz, frente aos insultos e os sarcasmos da turba insolente, Nosso Senhor manteve um silêncio cheio de dignidade. Seus lábios fechados, porém, tinham uma terrível eloquência. Era como se Ele dissesse aos que O ultrajavam: “Dia virá em que os fatos serão a minha réplica triunfante”.
O próprio Pilatos confirmou, sem o querer, a realeza de Jesus com a letreiro que tanto desgostou os judeus. Nem um nem outros podiam imaginar que o Reino daquele “derrotado” seria eterno, estabelecido a partir de uma vitória esmagadora sobre seus inimigos.
Menos ainda podiam conceber que esse reino seria o mais sólido e efetivo possível: Ele reinaria sobre os corações. Não conquistaria o poder pelas armas, mas pelo amor, e somente ingressariam nos domínios do Senhor Crucificado os que se ligassem a Ele por tal vínculo.
Ficariam de fora os aproveitadores, como o mau ladrão, que pretendia somente obter um conforto físico. Mais uma vez, o silêncio seria a resposta a quem, por motivos espúrios ou interesses materiais, quisesse entrar no seu Reino.
Mas – oh, maravilha da misericórdia divina! – não se exigiria inocência total para ser admitido no Reino de Cristo. Os corações contritos e humilhados teriam as portas abertas e, para corroborar essa verdade tão consoladora, quis Nosso Senhor consigná-la através de um episódio comovedor. Por meio da conversão de um ladrão condenado à morte, seguida de um diálogo entre os dois crucificados, Ele mostrou que o Rei dos Céus recebe de braços abertos a quem se humilha, reconhece suas faltas e pede perdão.
A sentença cheia de amor e compaixão que decretou a admissão imediata do ex-bandido na felicidade eterna ressoa nos ouvidos dos arrependidos – e dos empedernidos – de todos os tempos como um convite a repetir o pedido de quem seria o primeiro “canonizado” da História: “Jesus, lembra-Te de mim, quando entrares no teu reinado” (Lc 23, 42).
Ó almas que vergais sob o fardo de vossos incontáveis pecados: confiança! Se o bom ladrão recebeu esse perdão tão completo e esse prêmio demasiadamente grande, por que duvidar que o mesmo Sagrado Coração que consigo o levou ao Céu não atenderá com sofreguidão o vosso pedido de misericórdia? “Em verdade Eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23, 43). Eis a afirmação retumbante da realeza de Cristo.
Mas há mais. Logo após dirigir a palavra ao bom ladrão, Jesus quis superar-Se a Si mesmo: deu-nos por mãe a sua própria Mãe! Oh, prodígio de misericórdia e bondade: o seu Reino seria um reino maternal!
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas