Se te alegra o fato de te sentires pequena diante de Deus, está bem; mas parece-me – perdoa-me, pois nada sou – que seria mais perfeito não te alegrares por isto. Melhor seria prescindires de ti. Quanto menos olhares para ti mesma, melhor verás a Deus.
Conceda-te o Senhor a verdadeira humildade, mas, tendo-a sentido, segue adiante, não te detenhas na humildade, pois te deténs em ti mesma… Segue adiante, sobe até o Senhor; quando estiveres com Ele, verás como de fato te sentes nada…
Não olhes para ti mesma; contempla Jesus na Cruz, olha para Deus que te ama tal qual és. Não meças teu amor, porque é teu; mede o que Deus tem a ti. Não investigues nem esquadrinhes o que tens em teu coração, porque também é o teu, e perdes o tempo: nada acharás.
Se jogas ao mar um grão de sal, ele desaparece, pois o sal se dissolve na água, e então o mar e o grão de sal serão um todo.
Mas se, em lugar do pequenino grão de sal, jogares um grão de areia, este continuará sendo pequeno e permanecerá no mar, mas não se dissolverá…
Procuremos ser esse grão de sal que se dissolve em Deus e desaparece, e não o grão de areia. Melhor é prescindirmos de nós mesmos para podermos subir até Ele, pois senão estaremos sempre estagnados em nossa própria humildade.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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