Neste quinto domingo da Páscoa, a Liturgia apresenta-nos a página do Evangelho de João na qual Jesus, falando aos discípulos na Última Ceia, exorta-os a permanecerem unidos a Ele como os ramos à vinha.

Trata-se de uma parábola realmente significativa, pois explica com grande eficácia que a vida cristã é um mistério de comunhão com Jesus: “Quem permanece em Mim e Eu nele – diz o Senhor – dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15, 5). (…)

Chamado à oração e à conversão

Um caminho seguro para manter-se unido a Cristo, como ramos à vinha, é recorrer à intercessão de Maria, que ontem, 13 de maio, veneramos de maneira particular, recordando as aparições de Fátima, onde, em 1917, Ela se manifestou em várias ocasiões a três crianças, os pastorinhos Francisco, Jacinta e Lúcia.

A mensagem que lhes confiou, em continuidade com a de Lourdes, consistia em um premente chamado à oração e à conversão; mensagem verdadeiramente profética, considerando o século XX afligido por inauditas destruições, causadas por guerras e por regimes totalitários, assim como por amplas perseguições contra a Igreja.

“Mão maternal”

Além disso, em 13 de maio de 1981, há 25 anos, o Servo de Deus João Paulo II sentiu ter sido milagrosamente salvo da morte pela intervenção de uma “mão maternal”, como ele mesmo disse, e todo o seu pontificado ficou marcado pelo que a Virgem havia prenunciado em Fátima.

Se não faltaram preocupações e sofrimentos, se ainda há motivos de apreensão pelo futuro da humanidade, conforta-nos o que a “Senhora vestida de branco” prometeu aos pastorinhos: “Por fim, meu Imaculado Coração triunfará”.

Conscientes disso, dirigimo-nos agora com confiança a Maria Santíssima, dando-Lhe graças por sua constante intercessão e pedindo-Lhe que continue a velar pelo caminho da Igreja e da humanidade, especialmente pelas famílias, as mães e as crianças.

 

Regina Cæli de 14/05/2006.