Neste quarto domingo da Páscoa, domingo do “Bom Pastor”, no qual se celebra a Jornada Mundial de Oração pelas Vocações, tive a alegria de ordenar, na Basílica de São Pedro, 15 novos sacerdotes para a Diocese de Roma.

Juntamente com eles, penso em quantos em todas as partes do mundo recebem a ordenação presbiteral neste período.

Ao agradecermos ao Senhor o dom desses novos presbíteros ao serviço da Igreja, desejamos confiá-los todos a Maria, invocando ao mesmo tempo a sua intercessão para que aumente o número de quantos aceitam o convite de Cristo para segui-Lo no caminho do sacerdócio e da vida consagrada.

Amizade pessoal com Jesus Cristo

Neste ano, o Dia Mundial de Oração pelas Vocações tem como tema: A vocação no mistério da Igreja.

Na Mensagem que enviei a toda a Comunidade eclesial para esta celebração, recordei a experiência dos primeiros discípulos de Jesus que, depois de O terem conhecido nas margens do lago e nas aldeias da Galileia, foram conquistados por seu fascínio e por seu amor.

A vocação cristã é sempre a renovação dessa amizade pessoal com Jesus Cristo, que dá pleno sentido à própria existência e a torna disponível para o Reino de Deus.

A Igreja vive dessa amizade, alimentada pela Palavra e pelos Sacramentos, realidades santas confiadas de modo particular ao ministério dos Bispos, dos presbíteros e dos diáconos, consagrados pelo Sacramento da Ordem.

“Deus continua a chamar jovens, adolescentes e adultos para pregar o Evangelho.”

Três vocações para a santidade

Eis porque, como recordei na mesma Mensagem, a missão do sacerdote é insubstituível e, mesmo se em algumas regiões se registra escassez de clero, não se deve duvidar de que Deus continua a chamar jovens, adolescentes e adultos a deixar tudo para se dedicarem à pregação do Evangelho e ao ministério pastoral.

Outra forma especial de seguimento de Cristo é a vocação à vida consagrada, que se exprime numa existência pobre, casta e obediente, toda dedicada a Deus, na contemplação e na oração, e colocada ao serviço dos irmãos, sobretudo dos pequenos e dos pobres.

Depois, não nos esqueçamos de que também o Matrimônio cristão é, a pleno título, vocação à santidade, e que o exemplo de pais santos é a primeira condição favorável para o florescimento das vocações sacerdotais e religiosas.

 

Regina Cæli de 07/05/2006.