Estimados irmãos e irmãs, 150 anos após a morte do Santo Cura d’Ars, não são menos exigentes os desafios da sociedade hodierna. Pelo contrário, talvez sejam mais complexos.
Se havia naquela época a “ditadura do racionalismo”, hoje se verifica em muitos ambientes uma espécie de “ditadura do relativismo”.
Uma e outra apresentam respostas inadequadas à justa procura do homem, de usar plenamente a própria razão como elemento distintivo e constitutivo da sua identidade.
O racionalismo foi inadequado porque não tomou em consideração os limites humanos, e pretendeu elevar a razão ao nível de única medida de todas as coisas, transformando-a numa deusa.
O relativismo contemporâneo ofende a razão, porque chega a afirmar que o ser humano não pode conhecer com certeza nada que esteja além do campo científico positivo.
Hoje porém, como naquele tempo, o homem, “mendicante de significado e de conclusão”, procura incessantemente respostas exaustivas às questões de fundo que não cessa de pôr-se.