A comunidade dos Arautos do Evangelho de Roma comemorou no 21 de fevereiro de 2015, na Igreja de San Benedetto in Piscinula, o 14º aniversário da aprovação pontifícia da Associação com uma solene Eucaristia presidida por sua Eminência o Cardeal Franc Rodé, CM, Prefeito Emérito da Congregação dos Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

Um homem predileto da Providência

Na sua homilia, quis ele lembrar com especial afeto o fundador desta família espiritual, Mons. João Scognamiglio Clá Dias, “homem escolhido pela Providência para conceber, modelar e edificar com zelo e inteligência esta nova obra da Igreja”. 

De modo semelhante ao profeta Daniel, acrescentou o Cardeal, é ele um homem predileto sobre quem a Providência quis depositar o tesouro do carisma, permitindo, entretanto, que sofra “provas, doenças e outras formas de dor”, a fim de deixar claro aos olhos dos homens o caráter divino desta obra. 

Algumas peculiaridades da obra

Partindo de um aguçado senso de observação não isento de discernimento, o Cardeal Rodé traçou em breves palavras algumas das características do Fundador e da associação:

Uma das peculiaridades de Mons. João que marcam a fundo a obra dos Arautos do Evangelho é a atitude de constante e fervorosa súplica à Divina Providência a fim de obterem tudo que possa ser-lhes útil para a maior glória de Deus e de sua Igreja, o que inclui formar e guiar pelas vias da santidade homens e mulheres, construir templos, erigir seminários e casas de estudo ou de oração, em conformidade com o próprio carisma.

Os Arautos caracterizam-se ademais por

celebrar a liturgia de forma solene, enriquecendo a celebração com belos cânticos e instrumentos musicais.

Mons. João convida ao mesmo tempo seus filhos espirituais a terem uma atitude de soberana liberdade cristã, superando o respeito humano do qual os católicos somos muito frequentemente vítimas, por causa do secularismo dominante.

Assim, eles se revestem de um hábito que não passa despercebido, cuja cruz vermelha e branca visa refletir essa nova luz que surge como uma graça de Deus para a Igreja e o mundo do século XXI.

Raízes de uma árvore vicejante

Depois de ter descrito os frutos desta obra, o Cardeal perguntou-se “onde encontram seu alimento as raízes desta árvore vicejante?”

Como resposta apontou para a espiritualidade dos Arautos do Evangelho centrada na ardorosa devoção eucarística e mariana e na sua fidelidade ao Ministério Petrino. 

Solidamente apoiado nestes três pilares, o Fundador dos Arautos deu um passo em frente: “enriqueceu a família espiritual dos Arautos do Evangelho com um ramo sacerdotal”.

A Associação ficou assim provida do insigne privilégio de celebrar cotidianamente a Eucaristia, administrar os Sacramentos e dar assistência pastoral nas dioceses onde suas casas estão estabelecidas.

Missionários que difundem a devoção a Maria

Especial menção quis fazer o Cardeal à Cavalaria de Maria, “conjunto de missionários arautos que difundem a devoção a Maria, trazendo novamente para a paróquia aqueles que se encontram na periferia da vida eclesial”.

Tal iniciativa evoca o impulso dado recentemente pelo Papa Francisco[1] para irmos procurar os distantes com coragem evangélica: “Esta disponibilidade para percorrer o mundo inteiro difundindo a devoção a Maria é simbolizada pelas botas que fazem parte do seu hábito”.

Pessoas pelas quais o Fundador nutre especial gratidão

No fim da celebração, o Pe. Ramón Ángel Pereira Veiga, EP, agradeceu ao Cardeal Rodé pelo olhar benfazejo e paterno com que considerou o Fundador dos Arautos e sua obra. 

Em suas palavras foram lembradas também outras pessoas às quais o Fundador considera com especial gratidão, como o Prof. Guzmán Carriquiry, Subsecretário do Pontifício Conselho para os Leigos à época da aprovação e atual Secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina.

Aspectos da Celebração Eucarística

Nas fotos: Chegada da Imagem Peregrina do Imaculado Coração de Maria (1), o Cardeal Rodé durante o ofertório (2) e pronunciando a homilia (3), alguns dos participantes da Celebração (4), e incensamento da Imagem durante o canto do Magnificat (5).

Aspectos da Celebração Eucarística, Abril 2015


[1] Cf. Homilia, 15/02/2015.