O nome Bento recorda também a extraordinária figura do grande “Patriarca do Monaquismo Ocidental”, São Bento de Núrsia, copadroeiro da Europa juntamente com os santos Cirilo e Metódio e as mulheres santas, Brígida da Suécia, Catarina de Sena e Edith Stein.

A expansão progressiva da Ordem Beneditina por ele fundada exerceu uma influência enorme na difusão do Cristianismo em todo o Continente.

Por isso São Bento é muito venerado também na Alemanha e, em particular, na Baviera, a minha terra de origem; constitui um ponto de referência fundamental para a unidade da Europa e uma forte chamada às irrenunciáveis raízes cristãs da sua cultura e da sua civilização.

Deste Pai do Monaquismo Ocidental conhecemos a recomendação deixada aos monges na sua Regra: “Nada anteponham absolutamente a Cristo”.[1]

No início do meu serviço como Sucessor de Pedro peço a São Bento que nos ajude a manter firme a centralidade de Cristo na nossa existência. Que ele esteja sempre no primeiro lugar nos nossos pensamentos e em cada uma das nossas atividades!

 


[1] Regra 72, 11; cf. 4, 21.