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Inácio de Azevedo e os 40 mártires do Brasil
 
AUTOR: REDAÇÃO
 
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O fervor missionário de um jesuíta ilustre, Inácio de Azevedo, está no início desta epopeia magnífica de 40 mártires, todos missionários e, na sua maioria, de idades entre os 18 e os 30 anos.

Inácio de Azevedo era natural do Porto, onde nasceu em 1526, de família importante e influente. Aos 22 anos, entrou para a Companhia de Jesus, a ordem dos jesuítas, que tinha sido fundada havia apenas oito anos. Foi ele o primeiro reitor do Colégio de Santo Antão em Lisboa, foi provincial de Portugal e foi o primeiro reitor do Colégio de São Paulo, em Braga, fundado por Frei Bartolomeu dos Mártires. Destacava-se pela penitência, oração e obras de misericórdia. Mas a sua grande paixão eram as missões!

O seu carácter empreendedor, ativo e enérgico levou São Francisco de Borja, Superior-Geral de toda a Ordem, a nomeá-lo Visitador das Missões do Brasil. Chegou à Bahia, em 24 de Agosto de 1566, juntamente com outros jesuítas. Exerceu o mandato de dois anos, com grande dinamismo e oportunas medidas de governo. Regressou a Portugal, em 24 de Agosto de 1568, canalizando todo o seu empenho em conseguir reforços missionários para o Brasil, tanto de Portugal como de Espanha.

Reuniu uma expedição de 73 jovens religiosos que, antes de zarparem nas três naus da frota do Governador do Brasil, fizeram uma preparação cultural e espiritual de vários meses, na Quinta de Val de Rosal, na Charneca de Caparica. Ali, fizeram todos os Exercícios Espirituais e receberam lições de geografia, de catequese e de pedagogia missionária adaptada ao trabalho evangelizador no Brasil.

A nau em que viajavam levava 32 portugueses e oito espanhóis, sendo dois sacerdotes, um diácono, 23 jovens estudantes e 14 irmãos. Nas Canárias, foi atacada por protestantes calvinistas, que, atacando a sua nau, quiseram poupar os tripulantes e os soldados, mas gritaram contra os jesuítas: “Mata, mata, porque vão semear doutrinas falsas no Brasil”.

Inácio foi ao encontro deles, com a imagem de Nossa Senhora nas mãos, dizendo em alta voz: “Todos me sejam testemunhas como morro pela Fé católica e pela Santa Igreja Romana”. Já ferido mortalmente, ainda dizia aos companheiros: “Não choreis, filhos. Não chegaremos ao Brasil, mas fundaremos, hoje, um colégio no céu”. Era o dia 15 de Julho de 1570.

Humanamente falando, foi uma catástrofe para a evangelização do Brasil. Mas sabemos que, aos olhos de Deus, os mártires são os melhores evangelizadores, no dizer de Tertuliano: “Sangue de mártires é semente de cristãos”.

Foram beatificados a 11 de Maio de 1854, pelo Papa Pio IX. Tratou-se, na verdade, do reconhecimento e aprovação de um culto que já existia anteriormente. A sua festa litúrgica foi fixada no dia 17 de Julho.

Novena aos 40 Mártires do Brasil

Oh, Gloriosos Mártires que, abrasados de amor das almas, deixastes a família e a pátria e vos entregastes ao Senhor, para trabalhar nas terras longínquas do Brasil: atraí muitos jovens à vida missionária, com a vossa intercessão e exemplo, que se entreguem generosamente ao serviço dos irmãos e os conduzam às alegrias eternas.

Vós, a quem o Senhor tanto amou, que, ainda antes de chegardes às vossas missões, vos premiou as virtudes e o zelo com a palma do martírio, alcançai-nos as graças que vos pedimos, se forem para a maior glória de Deus e para bem das nossas almas. Ámen.

(fazer o pedido)

Rezar pelas intenções do Santo Padre:

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.

– Rogai por nós, Beato Inácio de Azevedo e Companheiros Mártires!

– Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos:

Todo-poderoso e eterno Deus, que, no Beato Inácio e seus companheiros, permitis que veneremos numa só solenidade as palmas de 40 mártires, concedei-nos propício que possamos imitar a invencível constância na fé desta falange de mártires, cuja glória no céu jubilosos contemplamos.

Por Cristo Nosso Senhor. Assim seja. (JSG)

 

 
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