Dona Lucilia compreendia muito bem que a essência do convívio está na afinidade das almas e na felicidade que há em dar-se e em querer-se bem, realizando ao pé da letra o princípio enunciado por Nosso Senhor: é mais feliz quem dá do que quem recebe.
Tal impostação de algum modo modelava o espírito dela em termos tais, que se notava uma vontade de dar-se e de atrair a si para esse convívio de alma como não conheci em ninguém.
E a isso se acrescia uma dignidade e tranquilidade, uma serenidade e resignação, pelas quais, se nada desse certo, ela não azedava, não se indignava, não recriminava, não se vingava, não se entristecia. Esta é bem a conduta da Santa Igreja em relação aos pecadores.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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