São Vicente de Paulo era, ao mesmo tempo, o Santo da combatividade e da caridade.
Da combatividade, em dois terrenos. Primeiro, o doutrinário, no qual ele combateu meticulosamente os jansenistas em Roma, na corte, na nobreza, no clero, no povo, de maneira política e estratégica, com sua imensa influência pessoal. Além dessa forma de combatividade intelectual, ele também quis armar uma cruzada contra Túnis e, com esse intuito, dirigiu-se ao rei da França.
De outra parte, ele era o Santo da caridade, da compaixão. Encontramos nessa conjunção uma rara manifestação de bom espírito. Segundo a opinião corrente, quem é muito combativo é pouco compassivo, e quem é muito caridoso não é pugnaz.
Ora, se a combatividade e a compaixão são virtudes, não pode haver entre elas uma incompatibilidade. Pelo contrário, todas as virtudes são irmãs. Por isso, quem é santamente compassivo é combativo; e quem é santamente combativo é compassivo.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas
