Turquia (Terça, 17-02-2009, Gaudium Press) O patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, recebeu hoje em Istambul uma delegação napolitana, guiada pelo cardeal Crescenzio Sepe.

Acompanhando o cardeal de Nápoles, além do núncio apostólico, monsenhor Antonio Lucibello, estava o arcebispo emérito de Campobasso, monsenhor Armando Dini, o presidente da Comunidade de Sant' Egidio, Marco Impagliazzo e monsenhor Marco Gnavi, da mesma comunidade.

Na ocasião, Bartolomeu I manifestou aos religiosos sua gratidão ao Papa e aos seus predecessores "por terem honrado a histórica residência da Igreja de Constantinopla", recordando a assinatura da declaração comum entre as duas Igrejas e a "decisão de seguir em frente, no caminho comum da unidade na esperança de ver recomposta o mais rápido possível a fratura entre as duas igrejas irmãs".

"O diálogo teológico entre as nossas Igrejas, interrompido há quase seis anos, recomeçou primeiro em Belgrado e depois em Ravenna e continuará no próximo outubro em Chipre. Seremos chamados a examinar o tema do primado do bispo de Roma no quadro da Igreja cristã", declarou o patriarca. O desejo, prosseguiu ele, "é o de chegar a uma interpretação do primado que resulte aceitável de ambas as partes. Devemos pedir para que este dia chegue o mais rápido possível".

"É preciso preparar o terreno evitando os prejuízos do passado para mirar à concórdia que é necessária para a plena comunhão. Há ainda muito a se fazer, mas estamos todos decididos a seguir em frente sem medo e sem hesitação, porque quem ama não tem receio".

O cardeal Sepe, em sua breve saudação, se fez porta-voz de toda a diocese de Nápoles expressando gratidão pela "honra que nos dá ao receber-nos aqui no Patriarcado para continuar o diálogo que iniciamos em Nápoles. Restituamos a visita na convicção de assinalar um passo à frente nesta relação de fraternidade no que diz respeito ao Patriarcado de Constantinopla.

Nápoles quer ser uma cidade ponte e Constantinopla tem muitos pontos, sobretudo entre a zona asiática e a ocidental. Nápoles quer ser uma ligação que continua a levar a humanidade pelos caminhos da unidade. Antes da saudação oficial, Bartolomeu I contou do presente de um pequeno ícone feito para Bento XVI durante almoço em Nápoles e que o Pontífice guardou cuidadosamente consigo e ainda mantém em seu escritório. "É um sinal do ecumenismo feito de pequenos gestos", declarou.