Vivemos hoje submersos num mundo fundamentalmente mercantilista, regido pelas leis do marketing. Nessa perspectiva, a vida gira em torno do empenho de produzir o máximo pelo menor custo. Será esta a verdadeira ciência da vida?
A pergunta do mestre da Lei que abre o Evangelho deste 15º Domingo do Tempo Comum se apresenta ao espírito do ser humano ontem, hoje e sempre: “Que devo fazer para receber em herança a vida eterna?”
Embora as pessoas corram continuamente atrás do dinheiro, se elas se detiverem um momento, sua consciência as interpelará: “Estás seguindo o caminho certo?”
A resposta do Redentor ao escriba – após fazer-lhe recordar o mandamento de amar a Deus e ao próximo – ressoa nos corações, atravessando os milênios, e chega aos nossos ouvidos: “Faze isso e viverás” (Lc 10, 28). Em seguida, Jesus lhe propõe a parábola do bom samaritano.
Preocupa-Se o Divino Mestre em que a imagem seja clara o quanto possível. Por isso a enche de cores, com eloquente simbolismo, o que ajuda as pessoas de todos os tempos e idades a pôr em prática o ensinamento divino.
Sublinha que o pobre homem, assaltado e deixado “quase morto” (Lc 10, 30) à beira da estrada, é evitado por personalidades de grande destaque e prestígio social naquela época: um sacerdote e um levita.
Somente um samaritano – desprezado pelos judeus – lhe presta ajuda generosa e dedicada, empenhando-se para que nada lhe falte.
Eis o eixo da verdadeira caridade, entendida como o amor ao próximo exercido por amor a Deus: quem dá com largueza, sem esperar retribuição pelo favor prestado, conquista a ciência da vida.
As pessoas imbuídas de mentalidade mercantilista horrorizam-se diante de tamanho prejuízo financeiro, pois gastar sem receber uma retribuição imediata constituiria a maior loucura. Essas pobres almas, empedernidas no materialismo, não conseguem enxergar além das conveniências do comércio.
Olvidam-se de que neste mundo se aplica a lei do “eco da vida”, pois esta nos responderá implacavelmente, como um eco, às nossas palavras e ações. Se gritarmos “Egoísmo!”, o eco nos responderá décadas depois: “Egoísmo!” Mas se bradarmos “Caridade cristã!”, ele nos premiará mais adiante com a mesma voz generosa: “Caridade cristã!”
As leis da ciência espiritual operam amiúde em sentido oposto ao das leis materiais. E a lei cristã é o amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Assim, quem semeia a caridade de bom quilate, colherá anos mais tarde os frutos da semente que plantou. Quem se preocupa em curar o mal alheio mais do que com seu próprio benefício, terá o prêmio no momento menos esperado.
E se alguma pessoa caritativa não receber nesta terra a recompensa por sua generosidade, receberá muito mais do que o cêntuplo na vida eterna.
A lei da caridade conquista as almas na terra e as graças do Céu. Cultiva a lei da caridade cristã e viverás bem neste mundo e triunfarás na eternidade! “Faze isso e viverás”.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas