Se uma parte essencial da ação evangelizadora da Igreja consiste em ensinar aos homens a rezar ao Pai por Cristo no Espírito Santo, a nova evangelização implica o retorno e o fortalecimento de práticas pastorais que manifestem a fé na Presença Real do Senhor sob as espécies eucarísticas.
“O presbítero tem a missão de promover o culto da Presença Eucarística, também fora da celebração da Missa, esforçando-se por fazer da sua igreja uma ‘casa de oração’ cristã”.[1]
É necessário, antes de tudo, que os fiéis conheçam em profundidade as condições imprescindíveis para receber com fruto a Comunhão.
Do mesmo modo, é importante favorecer a devoção deles por Cristo, que os espera amorosamente no tabernáculo.
Um modo simples e eficaz de se fazer catequese eucarística é o próprio cuidado material com tudo aquilo que se refere à igreja e, em particular, ao altar e ao tabernáculo: limpeza e decoro, dignidade dos paramentos e dos vasos sagrados, atenção na celebração das cerimônias litúrgicas, prática fiel da genuflexão etc.
Além disso, é particularmente importante assegurar um ambiente recolhido na capela do Santíssimo, tradição plurissecular na Igreja, de maneira a garantir o silêncio sagrado, que facilita o colóquio amoroso com o Senhor.
Essa capela, ou, em todo caso, o lugar onde se conserva e se adora Cristo Sacramentado, é certamente o coração dos nossos edifícios sagrados, e como tal devemos procurar tê-lo em evidência e facilitar o seu acesso diário durante o espaço de tempo o mais largo possível, de adorná-lo na maneira devida, com amor.
É evidente que todas estas manifestações – que não pertencem a formas de vago “espiritualismo”, mas revelam uma devoção teologicamente bem fundada – serão possíveis somente se o sacerdote for realmente um homem de oração e de autêntica paixão pela Eucaristia.
Somente o pastor que reza saberá ensinar a rezar, enquanto saberá também atrair a graça de Deus sobre aqueles que dependem do seu ministério pastoral, de maneira a favorecer conversões, propósitos de vida mais fervorosa, vocações sacerdotais e de consagração especial.
Em definitivo, somente o sacerdote que experimenta diariamente a conversatio in cœlis, que faz da amizade com Cristo a vida da sua vida, estará em condições de imprimir um impulso real a uma autêntica e renovada evangelização.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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