Quando o Cirineu pegou na Cruz, um diálogo mudo estabeleceu-se entre ele e o Homem-Deus, que parecia lhe dizer:
Meu filho, é por você que sofro. Você Me vê no auge do abandono e da desgraça, tendo alcançado o último ponto do desprezo humano.
Mas olhe para Mim: uma misteriosa grandeza, uma enigmática e envolvente bondade dedilha sua alma como faz um bom médico ao derramar unguento sobre uma chaga. Não percebe um horizonte novo abrindo-se para você?
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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